
O Movimento Emaús nasceu na França em 1955. Abbé Pierre, sacerdote francês, acolheu em sua casa George (ex-presidiário, que tentou se suicidar) e lhe disse: "Não tenho nada para lhe oferecer. Mas você poderia me ajudar na construção de casas para pessoas sem-teto". Com essa inusitada parceria surgiu o Emaús, que hoje se encontra com 370 associações espalhadas por 37 países.
Há 60 anos o movimento atua com a proposta da economia solidária e geração de renda para aqueles que estão em situação de pobreza. As comunidades de Emaús são compostas por pessoas de baixa renda e voluntários que recolhem, consertam e reciclam objetos e equipamentos com o intuito de comercializarem, os mesmos, a preços simbólicos e acessíveis.
Esta atividade permite que os grupos comunitários, por meio do trabalho de recuperação e reutilização daquilo que muitas vezes é descartado, consigam gerar e/ou incrementar sua renda e ainda contribuir e auxiliar aqueles que se encontram em condições menos favorecidas.
A filosofia Emaús, enquanto comunidade de acolhimento, prioriza a escuta, o trabalho e partilha que evoca em todos – sem distinção de sexo, raça, cor, credo religioso ou preferência política, o caminhar coletivo rumo à construção de o novo ser e da nova sociedade. Desde 2016, Emaús Internacional organiza este trabalho coletivo em 3 (três) lutas prioritárias: 1) Ética, 2) Economia Solidária, 3) Cidadão Universal.
O Emaús chegou ao Brasil em 1957, o então bispo auxiliar do Rio de Janeiro dom Hélder Câmara, mantinha uma estreita amizade com Abbé Pierre, um dos fundadores do Movimento Emaús internacional. Os dois compartilhavam a luta pela causa dos deserdados, tanto social e Eclesiástico.
Em 1963, ele pede a ajuda de um voluntário para criar uma comunidade de Emaús no Brasil. Abbé Pierre envia o francês Jean-Yves Olichon para começar a comunidade do Rio. O Emaús recebe 800 recém libertos da prisão ou que estavam em liberdade condicional, proporcionando a formação profissional em favorecer sua reintegração. Está comunidade deixa de ser um membro do movimento em 1991, mas outros levam o testemunho em várias cidades e estados de um país vasto como o Brasil.
Em 1986 por meio do padre Henri Le Boursicaud, cria o primeiro grupo em São Paulo no município de Cachoeira Paulista. Atualmente existem 12 grupos em território brasileiro que se encontram nos estados do Ceará, Piauí, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e agora no Paraná.
O movimento acredita no lema “A força da partilha”, que traz a proposta de que a igualdade de direitos é um bem de todos.
Segundo as idealizadoras do projeto em Londrina, vivemos em uma sociedade onde cada vez mais aumenta o abismo da desigualdade entre as classes, que carece da ampliação de ações sociais, do pensamento humanizado com práticas efetivas e do olhar de dignidade para aqueles que mais precisam. Há urgência por mudanças nos hábitos de consumo e de destinação dos bens materiais não mais utilizados, onde ambos causam problemas ambientais e sociais imensuráveis, com isso surge à proposta deste grupo em Londrina.
